quarta-feira, 24 de setembro de 2014

@aluizdias

Só por hoje, procurarei viver este dia apenas, sem tentar resolver, de imediato, todos os problemas de minha existência. Por doze horas, serei capaz de fazer coisas que me fariam desanimar se achasse de me comprometer a faze-las pelo resto da vida. Só por hoje, serei feliz, admitindo assim ser verdade o que disse Abraham Lincoln " As pessoas são, em sua maioria, tão felizes quanto decidam ser". Só por hoje, ajustar-me-ei a realidade sem procurar fazer com que tudo se ajuste aos meus próprios desejos. Aceitarei o que o destino me reservar e a isso me adaptarei. Só por hoje, vou procurar fortalecer minha mente. Estudarei. Aprenderei algo proveitoso. Não serei um ocioso mental. Lerei alguma coisa que exija esforço, raciocínio e concentração. Só por hoje, exercitarei o meu espírito de três maneiras: praticarei uma boa ação sem que ninguém fique sabendo, senão não valerá; farei pelo menos duas coisas que não tenho vontade de fazer, apenas como exercício; e, mesmo que meu amor próprio esteja ferido, não demonstrarei para ninguém. 


Só por hoje serei agradável. Manterei uma aparência tão boa quanto me seja possível. Vestir-me-ei convenientemente. Falarei com suavidade, serei cortês. Não farei a menor crítica. Em nada procurarei defeitos e não tentarei melhorar ou corrigir ninguém, a não ser a mim mesmo. Só por hoje, terei um programa de ação. É possível que não o siga exatamente, mas mesmo assim o terei. Procurarei me livrar de dois grandes males: a pressa e a indecisão.  Só por hoje terei minha meia hora de quietude, a sós, e então descansarei. Dentro dessa meia hora, procurarei por alguns instantes, obter uma perspectiva melhor da minha vida. Só por hoje, não terei medo. Sobretudo, não terei medo de usufruir o que é belo, nem de me manter confiante de que, assim como eu der ao mundo, assim o mundo também me dará.

(Traduzido de Neurotics Anonymous International Liaison, Inc.)
  
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sábado, 30 de agosto de 2014

RECAÍDAS

@aluizdias

Olá amigos, companheiros,  seguidores e curiosos! No último post falamos sobre P.P.R. Plano de Prevenção à Recaída. Hoje vou postar alguns MITOS sobre recaída.SINAIS DE AVISO E SINTOMAS de uma recaída; SÍNDROMES DE ABSTINÊNCIA AGUDA E SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA DEMORADA. 

Boa Leitura!!!

      Na adicção e no alcoolismo a recaída está sempre presente. O custo de uma recaída é sempre alto, tanto para o dependente químico como para a família. A média de suicídio e óbitos  entre os DQ's é alta pois muitos não suportam voltar ao uso. 

     MITOS SOBRE A RECAÍDA

1 - Recair é voltar a beber ou usar drogas.
2 - Recaída acontece de repente e sem sinais de aviso
3 - Recaída acontece porque a pessoa precisa sofrer mais (fundo de poço).
4 - Recaída acontece porque a pessoa é incapaz de se recuperar. 

Existe um erro muito grande em achar que alguém está recuperado - curado de dependência química quando para de beber ou usar drogas. Nada é mais equivocado. O dependente químico é portador de uma doença crônica, incurável e de termino fatal e portanto estará em recuperação pelo resto da vida evitando o primeiro gole e a primeira droga.  





SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA  

    Síndrome da Abstinência Aguda ( S.A.A.) : Sintomas: Físicos, Psicológicos e Sociais, provocados pela falta de álcool/drogas (3 a 10 dias).
   Síndrome de Abstinência Demorada ( S.A.D.) - Sintomas: Sintomas baseado na sobriedade pode durar meses ou até anos.

EXISTEM 37 SINAIS DE AVISOS E SEIS SINTOMAS QUE ANTECEDEM UMA RECAÍDA

OS 37 SINAIS DE AVISOS:

1 - Dificuldade de pensar com clareza.
2 - Dificuldade de lidar com pensamentos e emoções.
3- Dificuldade em lembrar as coisas.
4 - Dificuldade para dormir.
5- Dificuldade de coordenação motora e acidentes.
6 - Dificuldade de lidar com o estresse.
7 - Vergonha culpa e desespero.
8 - Apreensão sobre o seu bem estar.
9 - Negação da preocupação.
10 - Acreditando que nunca mais vai beber ou usar drogas.
11 - Preocupado com os outros  e não consigo mesmo.
12 - Se colocar sempre na defensiva.
13 - comportamento compulsivo.
14 - comportamento impulsivo.
15 - Tendência à solidão.
16 - Visão de túnel.
17 - Depressão leve.
18 - Perda dos planos realista da vida.
19 - Planos começam a fracassar.
20 - Devaneios inúteis e ansiedade.
21 - Sentimento de que nada pode ser resolvido.
22 - Desejo imaturo de ser feliz.
23 - Períodos de confusão.
24 - Irritação com os amigos.
25 - Irrita-se com facilidade
26 - Hábitos irregulares de alimentação.
27 - Sem condições de agir.
28 - Hábito irregulares de dormir.
29 - Perda progressiva da estrutura diária.
30 - Períodos de profunda depressão.
31 - Participação irregular ao tratamento.
32 - Desenvolve uma atitude de "eu não me importo".
33 - Rejeição total de ajuda.
34 - Insatisfação com a vida.
35 - Sentimento de impotência e desespero.
36 - Auto piedade.
37 - Pensamento de beber e usar drogas socialmente.

Desses 37 sinais de avisos característicos podemos incluir mais esses: Mentiras consciente; perda completa da auto confiança; ressentimento sem razão; para totalmente o tratamento; vencido pela solidão; frustração; raiva e tensão; perda do controle do comportamento; começa a usar controlado; vergonha e culpa; perda de controle e problemas com a vida e com a saúde.





OS SEIS SINTOMAS DA SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA DEMORADA - (S.A.D.)

1 - Mente confusa;
2 - Problemas de memória;
3 - Reação emocionada exagerada ou apatia;
4 - Distúrbios do sono; 
5 - Problemas de coordenação motora;
6 - Sensibilidade ao Stress.


André Luiz de Carvalho Dias
Psicólogo
CRP - 12/13099


Deixe sua crítica, sua opinião, sugestões,  seu pedido de algum tema que gostaria de conhecer que prontificarei em disponibilizar. 
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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

P.P.R. - PREVENÇÃO À RECAÍDA

 PREVENÇÃO À RECAÍDA


      As possibilidades de um adicto recair são muito maiores do que se recuperar ou continuar em recuperação depois de um processo de tratamento. Tendo em vista este fato comprovado, e sabendo que muitas vezes a recaída é tratada como "bicho papão", é necessário principalmente debater e ajudarmos uns aos outros a ficar de pé e em recuperação.
      Alguns adictos recaem por auto suficiência, outros por insegurança demais, outros por continuar não sabendo lhe dar com a própria dor, mas todos tem em comum uma falha profunda no Primeiro Passo (1º Passo "Admitimos que éramos impotente perante ao álcool/drogas e que tínhamos perdido o domínio sobre nossas vidas") 
      Admitir a própria impotência passou longe da cabeça de adictos que recaíram por sentirem-se "fortes" , ou por estarem fragilizados pelas dificuldades que tem que enfrentar no dia a dia. Em cem por cento dos casos de recaída o adicto dá vazão a ideia da droga ou álcool como saída e alívio, ou meio de diversão. 
      A admissão de impotência, inicialmente movida por nosso "fundo de posso" e as dificuldades que vivemos no fim da ativa, tem que ser alimentadas, ou morrera por esquecimento. 

   
      Não entramos em recuperação para resolvermos problemas familiares, falta de emprego, decepções conjugais, debilidades físicas etc., estamos em busca de uma maneira de viver sem drogas em todas as situações e apesar de ter tido melhoras física e mental, continuamos alérgicos à qualquer substância química alteradora de humor, e o retorno ao uso trará situações novas mais igualmente dolorosas e familiares.
      Para permanecer em recuperação é necessário estar atento as situações de risco. Evitando sem reservas pessoas, lugares, coisas, e até objetos que sugiram nossa ativa, estaremos fazendo o primeiro bom seguro contra a recaída. Frequentando os grupos de apoio e estando em contato permanente com o programa, padrinho e outros adictos, não falharemos. Sem estes cuidados e achando-se "forte", recaímos e muitos de nós que acharam-se por algum motivo diferentes, tiveram que começar tudo de novo, ou morreram usando.

fonte: R. da Vida

André Luiz Dias
Psicólogo
@aluizdias

    
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REFLEXÕES - CARL GUSTAV JUNG

@aluizdias

REFLEXÕES - CARL GUSTAV JUNG
"Do mal, muita coisa boa resultou. Mantendo-me calmo, nada reprimido, permanecendo atento e aceitando a realidade. Vendo coisas como elas são e não como eu queria que elas fossem. Ao fazer tudo isso, adquiri um  conhecimento incomum, assim como poderes invulgares, de uma amplitude que jamais poderia ter imaginado. Sempre pensara que quando aceitamos as coisas, elas nos sobrepujam de um modo ou de outro. Resulta que isso não é verdade em absoluto. É somente aceitando as coisas que podemos assumir uma atitude em relação a elas. Por isso, tenciono agora fazer o jogo da vida, ser receptivo a tudo que me chegar, bom e mal, sol e sombra alterando-se eternamente; e desta forma, aceitar também minha própria natureza, com seus aspectos positivos e negativos. Assim, tudo se torna mais vivo para mim. Que insensato eu fui! Como me esforcei para forçar todas as coisas a harmonizarem-se com o que eu pensava que devia ser"
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terça-feira, 5 de agosto de 2014

A MOTIVAÇÃO ENQUANTO PROBLEMA DE PERSONALIDADE

MOTIVAÇÃO DE PERSONALIDADE

      "A maioria dos alcoolistas recusam-se  a encarar seus problemas utilizando os mecanismos de defesa de negação, racionalização, de regressão e projeção. O alcoolista, constrói um elaborado sistema de defesa ni qual nega ser alcoolista e doente, racionaliza a necessidade de beber por motivos  profissionais, de saúde ou sociais e projeta a culpa pelos problemas que tem". Ruth Foz (1967)

      Os processos que um alcoolista deve processar para entrar em recuperação, são descritos tais como: rendição, aceitação do seu problema demasiado de  beber e admitir que perdera o controle da sua própria vida. 
      O principal fator inerente ao alcoolismo é o delírio, ou o julgamento prejudicado, que mantém a pessoa nocivamente dependente, presa em seu padrão autodestrutivo. O alcoolista esquiva-se ou nega inteiramente qualquer necessidade de ajuda sempre que é abordado. Deve ser lembrado que ele não está em contato com a realidade. (Johnson, 1973, p. 44) 


      Em resumo, não há e nunca houve uma base científica para a afirmação de que os alcoolistas - sem falar nas pessoas que sofrem de todos os comportamentos adictivos - manifestam um padrão de personalidade consistente caracterizado por mecanismos de defesa do ego. A negação não deve ser definida como um traço de personalidade. Pode, como alternativa, ser vista meramente como recusa em admitir problemas, mesmo quando o engano e mentira são conscientes.


fonte: Entrevista Motivacional-Miller & Rollnick
         @aluizdias




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sábado, 19 de julho de 2014

SENTIMENTOS PRAZEROSOS BLOQUEADOS PELO USO DA MACONHA

@aluizdias

USO FREQUENTE DE MACONHA BLOQUEIA SENTIMENTOS         PRAZEROSOS, DIZ PESQUISA.




Bol Notícias - Do UOL, em São Paulo
(imagem reprodução)
Fumar maconha várias vezes ao dia durante anos pode danificar a química do cérebro responsável pela sensação de prazer, segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos com a Universidade Harvard.
A pesquisa foi divulgada recentemente na revista "Proceedings", da Academia Nacional de Ciências dos EUA.
Cientistas descobriram que o cérebro dos que abusam da maconha reage menos à dopamina, substância química liberada pelo cérebro, que causa a sensação de bem estar. A dopamina é ativada geralmente durante a alimentação, no sexo ou durante o uso de drogas.
A descoberta foi feita depois que a equipe de pesquisadores analisou a produção de dopamina no cérebro de 48 pessoas, 24 delas que haviam fumado pelo menos cinco cigarros de maconha por dia, cinco dias por semana, por 10 anos; e outras 24 sem esse histórico (grupo controle).
A cada um deles foi dado uma dose de metilfenidato, mais conhecido como Ritalina, remédio que aumenta a liberação de dopamina.
Imagens do cérebro das 48 pessoas revelaram que todas produziram mais dopamina após tomar a droga, como era esperado. Mas, enquanto os integrantes do grupo controle tiveram aumento da pressão e das batidas cardíacas e se sentiram mais eufóricos, os usuários frequentes de maconha não apresentaram essas alterações.
A falta de uma resposta física sugere que os usuários frequentes de maconha podem ter seu circuito de recompensa no cérebro danificado pelo uso da droga, segundo Nora Volkow, diretora do Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas, do Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA, e autora do estudo.
A pesquisa não indicou que os usuários frequentes de maconha produzem menos dopamina, mas passam a ter menos a sensação que ela induz, como se o uso da droga alterasse seu mecanismo. Os pesquisadores só não conseguiram descobrir porquê isso acontece.
"Não ser capaz de destrinchar causa e efeito é uma limitação em um estudo como este, diz Volkow.

fonte: UNIAD - Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas.
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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

@aluizdias

Estudo mostra que cocaína muda estrutura do cérebro em duas horas


  • Pesquisadores descobrem mecanismo que pode explicar como começa o vício em drogas Pesquisadores descobrem mecanismo que pode explicar como começa o vício em drogas
Uma pesquisa feita por cientistas nos Estados Unidos revelou que consumir cocaína pode mudar a estrutura do cérebro em poucas horas.

Os estudiosos da Universidade da Califórnia fizeram experimentos com camundongos, que receberam injeções com cocaína.

Eles constataram que, apenas duas horas após receber a primeira dose, as cobaias já haviam desenvolvido no cérebro novas estruturas que são ligadas à memória, ao uso de drogas e a mudanças de comportamento.

Os camundongos que tiveram as maiores alterações no cérebro revelaram ter uma dependência mais elevada de cocaína, mostrando que, segundo especialistas, o cérebro deles estava "aprendendo o vício".

A pesquisa foi divulgada na publicação científica Nature Neuroscience.

Caçador de cocaína

Os cientistas investigaram nas cobaias o surgimento de pequenas estruturas nas células do cérebro chamadas espinhas dendríticas, que têm relação profunda com a formação das memórias.

Um microscópio a laser foi usado para olhar dentro do cérebro dos camundongos, ainda vivos, para procurar por espinhas dendríticas após eles receberem doses de cocaína. A mesma análise foi feita em camundongos que, em vez de injeções com cocaína, receberam injeções com água.

O grupo que recebeu cocaína apresentou uma maior formação de espinhas dendríticas, o que indica que mais memórias, relacionadas ao uso da droga, foram formadas.

A pesquisadora Linda Wilbrecht, professora assistente de psicologia e neurociência da Universidade da Califórnia na cidade de Berkeley, disse: "Nossas imagens fornecem sinais claros de que a cocaína induz ganhos rápidos de novas espinhas, e quanto mais espinhas os camundongos ganham, mais eles mostram que 'aprenderam' (o vício) sobre a droga".

"Isso nos mostra um possível mecanismo ligando o consumo de drogas à busca por mais drogas."

"Essas mudanças provocadas pela droga no cérebro podem explicar como sinais relacionados à droga dominam o processo de tomada de decisões em um usuário humano".

O pesquisador Gerome Breen, do Insituto de Psiquiatria do King's College de Londres, ressaltou que "o desenvolvimento da espinhas dendríticas é particularmente importante no aprendizado e na memória".

"Este estudo nos dá um entendimento sólido de como o vício ocorre - ele mostra como a dependência é aprendida pelo cérebro".

fonte: UOL notícias SAÚDE.  http://1.bp.blogspot.com/_-v7nVhXnPEc/Sodl6QMONvI/AAAAAAAAAZQ/XAjZOeW9HTI/s1600/twitter.logotipo.jpg

sábado, 24 de agosto de 2013


 REFLEXÃO DIÁRIA – 24 DE AGOSTO

UM ENIGMA QUE FUNCIONA

Talvez seja possível encontrar explicações das experiências espirituais
iguais às nossas, mas tentei muitas vezes explicar a minha e só obtive bons
resultados, ao narrá-la.

Conheço a sensação do que isto me deu e os resultados alcançados, mas
compreendi que nunca entenderei completamente suas implicações mais
profundas.

NA OPINIÃO DO BILL

Tive uma profunda experiência espiritual durante uma reunião aberta de A.A.,
que me levou a falar: "Eu sou um alcoólico!". Não bebi desde aquele dia.

Posso falar para vocês as palavras que ouvi antes da minha admissão e como
me afetaram, mas como e porque aconteceu eu não sei. Acredito que um Poder
Superior a mim me escolheu para que eu me recuperasse, mas ainda não sei o
porquê. Tento não me preocupar ou imaginar o que ainda não sei; ao invés
disso, confio que se continuar a praticar os Passos e os princípios de A.A.
em minha vida e compartilhar minha história, serei guiado amorosamente para
uma profunda e madura espiritualidade, na qual mais ainda me será revelado.
Por enquanto, é uma dádiva para mim confiar em Deus, praticar os Passos e
ajudar os outros.

[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]


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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

RECUPERAÇÃO



 "Muitos de nós passam a vida fingindo ser alguém que não somos. As nossas condutas aditivas ou compulsivas talvez sejam somente uma tentativa desesperada de escapar de nós mesmos. Talvez tenhamos dificuldade de aceitar a nossa personalidade, a nossa aparência, as nossas limitações ou até os nossos talentos"

fonte: Bíblia de Estudo Despertar



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domingo, 21 de julho de 2013





 Reflexão diaria do dia  21 de julho

UMA DÁDIVA SEM PREÇO          

A esta altura com toda a probabilidade, já teremos adotado, de certo modo, medidas capazes de remover os obstáculos que mais nos prejudicam. Desfrutamos momentos em que sentimos algo parecido à verdadeira paz de espírito. Para aqueles de nós que, até então, conheceram somente a excitação, a depressão ou a ansiedade - em outras palavras, para todos nós - esta nova paz conquistada é uma dádiva inestimável.
(OS DOZE PASSOS, p. 64)

Estou aprendendo a soltar-me e deixar Deus agir, a ter uma mente aberta e um coração disposto a receber a graça de Deus em todos os meus assuntos; desta maneira posso experimentar a paz, e liberdade que vêm como resultado da minha entrega. Tem sido provado que um ato de entrega originado do desespero e da derrota pode crescer num progressivo ato de fé e esta fé significa liberdade e vitória.


@aluizdias
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quinta-feira, 7 de março de 2013

Álcool na adolescência é influenciado pela família, diz estudo da USP







Positiva ou negativamente, adolescentes são influenciados por seus familiares, dentro de suas próprias casas, em relação ao abuso do álcool. Essa é a conclusão de recente pesquisa desenvolvida pela enfermeira Betânia da Mata Ribeiro Gomes, em seu trabalho de pós-graduação apresentado à Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP.

A pesquisadora observou e entrevistou em seus domicílios, 22 membros de dez famílias, entre eles, 11 adolescentes de ambos os sexos, entre 14 e 19 anos, que consumiam álcool. O estudo aconteceu na Unidade de Saúde da Família, localizada em Recife (Pernambuco), entre julho de 2010 e agosto de 2011.

Foram alvo do estudo apenas os familiares que moravam com o adolescente e tinham um laço mais próximo, como, pais, irmãos, tios. Em cada família, o convite se estendeu aos familiares que estavam presentes no primeiro encontro, realizado pelo estudo. "E no decorrer da pesquisa, a interação e os discursos indicaram a necessidade ou não de incluir outros familiares", comenta Betânia, que se ateve a temas como: estrutura, desenvolvimento e funcionamento das famílias; crenças que podem influenciar o consumo de álcool; as interações familiares que protegem ou que expõem os adolescentes ao consumo ou abuso de álcool; e o sentido da religião.

A maioria dos entrevistados possuía renda menor que um salário mínimo. Alguns recebiam ajuda do governo e não tinham completado seus estudos, além de presenciar, em suas próprias casas, a prática do uso do álcool. Muitos adolescentes ainda presenciaram separações de seus pais ou morte de algum deles devido ao consumo de bebida alcoólica. Quanto ao relacionamento em família, Betânia verificou que a maioria sofria com desentendimentos, desafetos, problemas de comunicação, agressão, conflitos, violência e falta de interação.

Prazer e prejuízos

Para a pesquisadora, a decisão pelo consumo de bebida alcoólica foi associada ao prazer e diversão, principalmente relacionada às músicas, as quais, segundo ela, estão no contexto de vida desses adolescentes, incentivando o consumo. "É uma válvula de escape para as dificuldades e problemas familiares do cotidiano".

Betânia percebeu que, mesmo com sentimentos de alívio, relaxamento, distração e dos momentos de lazer, os adolescentes não ignoravam os prejuízos do uso abusivo da bebida alcoólica, principalmente porque presenciaram os problemas que a bebida causou em seus próprios domicílios.

As famílias, apesar de não se relacionarem adequadamente com os adolescentes, apoiaram seus membros e mantiveram esperança por meio de motivação ou da religião, pensando em um futuro melhor. "A religião pode favorecer o sentimento de esperança e, com ela, o gosto pela vida", afirma. Ela notou ainda que os adolescentes se preocupavam em manter viva a motivação para uma vida melhor, para a conquista de trabalho qualificado e da casa própria, além de tentar realizar os sonhos que não foram possíveis para seus pais.

Betânia concluiu que os familiares influenciam os adolescentes de forma positiva e negativa quanto ao uso e abuso do álcool. "A estrutura e composição da família, o padrão de interação familiar, a comunicação entre seus membros, a religião e a esperança são componentes que se articulam diretamente com a prática do consumo de álcool pelos adolescentes".

A tese A influência da família no consumo de álcool na adolescência foi orientada pela professora Lucila Castanheira Nascimento e defendida em setembro de 2012, na EERP.
Com a Agência USP de Notícias


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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013





                                                    CRACK,  É POSSÍVEL VENCER

Estão abertas as inscrições para o curso (5ª edição) para capacitar 40 mil conselheiros e lideranças comunitárias em todo Brasil, através do programa "CRACK, É POSSÍVEL VENCER"  da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad).  O objetivo é capacitar conselheiros municipais e líderes comunitários para atuarem na prevenção do uso de crack, álcool e outras drogas, com foco na defesa e promoção dos Direitos Humanos, na articulação e no fortalecimento das redes locais.

Para a Secretária Nacional de Políticas sobre Drogas, Paulina Duarte, o curso permitirá o fortalecimento da atuação dos conselhos e outras lideranças na comunidade. Os conselhos são instâncias legítimas de participação e controle social e têm papel fundamental na implementação de todas as políticas públicas sobre drogas.

O curso é gratuito, será realizado a distância e executado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com duração de três meses. Tutores especializados vão acompanhar os alunos que receberão o material didático em casa.

O programa Crack, é possível vencer prevê, entre outras ações, a ampla capacitação de profissionais das áreas de educação, saúde, assistência social, justiça, segurança pública, conselheiros, lideranças comunitárias e religiosas, além da capacitação de profissionais e voluntários que atuam em comunidades terapêuticas.

As inscrições podem ser realizadas até o dia 21 de fevereiro pelo site: http://conselheiros.senad.gov.br (caso tenha efetuado a matrícula, ignore esta mensagem).
Outras informações podem ser obtidas com a Secretaria de Educação a Distância da UFSC:
Email: conselheiros5@sead.ufsc.br
Telefone: (48) 3952-1900
Fonte: Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas - MJ / portal.mj.gov.br/senad
Secretaria de Educação a Distância - SEaD
Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC
www.sead.ufsc.br
(48) 3952-1900

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

                                                                    CRACK
                                                        Efeitos e Consequências
                                                       Neurológico e psicológico
 

 



@aluizdias

O uso do crack pode prejudicar as habilidades cognitivas (inteligência) envolvidas especialmente com a função executiva e com a atenção. Este comprometimento altera a capacidade de solução de problemas, a flexibilidade mental e a velocidade de processamento de informações.
A literatura científica sobre os efeitos neurológicos e psicológicos do crack demonstra que a droga pode causar danos às funções mentais, com prejuízos à memória, atenção e concentração. Segundo o pesquisador Felix Kessler, do Centro de Pesquisa em Álcool e Drogas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), é muito comum o desenvolvimento e agravamento da impulsividade, o que leva os indivíduos a fazerem escolhas mais imediatistas, sem avaliar as conseqüências para o futuro. "Em muitos casos, dependendo da predisposição genética, os indivíduos desenvolvem sintomas psiquiátricos, psicóticos e ansiosos, como depressão, delírios e ataques de pânico", diz o especialista.
O psiquiatra afirma, ainda, que o uso da droga pode provocar transtorno bipolar, resultado do mecanismo de rápida e intensa euforia, logo após o uso da droga, que logo é substituída pela depressão, quando o usuário está em abstinência. “Os danos causados tendem a persistir por meses e até anos depois que o individuo deixou a droga. Já os sintomas psiquiátricos podem desaparecer com mais facilidade, exceto para os indivíduos que tenham predisposição para esse tipo de doença.”

fonte http://www.brasil.gov.br/crackepossivelvencer/efeitos-e-consequencias/neurologicos-e-psicologicos

crédito da imagem - Portal Brasil

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sábado, 8 de setembro de 2012

@aluizdias

Brasil é o maior mercado de crack no mundo, aponta levantamento


Pesquisa diz que 1 milhão de adultos admitiu ter fumado crack no último ano



O Brasil é o maior mercado de crack do mundo e o segundo de cocaína, aponta o 2º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas. O estudo, divulgado pela Universidade Federal de São Paulo nesta quarta-feira (5), mostra que esta epidemia corresponde a 20% do consumo global da cocaína — índice que engloba a droga refinada e os seus subprodutos, como crack, óxi e merla.
Só no último ano, um em cada cem adultos fumou crack, o que representa um milhão de brasileiros acima dos 18 anos. Quando a pesquisa abrange o consumo das duasdrogas, cocaína e crack, o número atinge 2,8 milhões de pessoas em todo o país. O número é considerado "alarmante" no período pelo coordenador do estudo, o psiquiatra Ronaldo Laranjeira. 
"À medida que a OMS (Organização Mundial da Saúde) indica que o consumo de cocaína está diminuindo no mundo, a gente não consegue observar isto no Brasil. O consumo está aumentando no país", destacou Laranjeira. "Estamos muito lentos no combate à epidemia e não sei se teremos recursos para cuidar de todo esse fenômeno."
Cerca de 6 milhões de pessoas (4% da população adulta) já experimentaram alguma vez na vida a cocaína, seja o pó refinado ou apenas a droga fumada (como se apresentam o crack e o óxi). Já entre os adolescentes, 442 mil (3% dos que têm entre 14 anos e 18 anos) também já tiveram experiência com algum tipo dessas susbtâncias. 

PROPORÇÃO DE CONSUMO MUNDIAL DE COCAÍNA E CRACK NO ÚLTIMO ANO

LOCALMILHÕES DE PESSOAS
EUA4,1
Brasil2,8
América do Sul (exceto o Brasil)2,4
Ásia2,3
África Central2,3
Reino Unido1,1
Espanha0,8
Leste Europeu0,6
Canadá0,5
Oceania0,4
Quanto ao uso da cocaína intranasal (cheirada), que é a mais comum no mundo, pouco mais de 5 milhões de adultos (4%) admitiram ter experimentado o pó alguma vez na vida, sendo 2,3 milhões de pessoas (2%) nos últimos 12 meses. O uso é menor entre os jovens, sendo menos de 2% nos dois casos: 442 mil adolescentes em um momento da vida, e 244 mil no último ano.  
Quase 2 milhões de brasileiros, afirmam os dados, já usaram a cocaína fumada (crack, óxi ou merla) uma vez na vida, atingindo 1,8 milhão de adultos (1,4% da população) e150 mil adolescentes (cerca de 1%). No último ano, foram cerca de 1 milhão de adultos (1%) e 18 mil jovens (0,2%).
A pesquisa, que foi feita com 4.607 pessoas de 149 municípios brasileiros, indica também que o primeiro uso de cocaína ocorreu antes dos 18 anos para quase metade dos usuários (45%), seja para quem ainda consome a droga ou para quem já consumiu ao menos uma vez na vida.
No total, 48% desenvolveram dependência química, sendo que 27% relataram usar a droga todos os dias ou mais de duas vezes por semana. Conseguir as drogas também foi considerado fácil por 78% dos entrevistados, sendo que 10% dos usuários afirmaram já ter vendido alguma parte da susbtância ilegal que tinham em mãos.

Vídeos sobre cocaína e crack - 3 vídeos

@saúde - Não há clínicas para todos os viciados em crack
Sérgio Seibel, psiquiatra e diretor do Centro de Referencia de Álcool, Tabaco e Outras Drogas, diz que não há clínicas para todos os usuários da droga.
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Regiões

Segundo o levantamento, o uso da cocaína e do crack em áreas urbanas é três vezes maior do que nas rurais. Portanto, a região Sudeste aparece como a de maior concentração de usuários das drogas no último ano. A região abriga 1,4 milhão de usuários (46%). A região Nordeste vem em seguida e é considera a segunda região com o maior número de consumidores da droga, com 800 mil (27%). O Centro-Oeste e o Norte aparecem empatados na terceira posição, com 300 mil (10%), e o Sul é a região com o menor número de usuários das drogas, com 200 mil (7%).
"Ainda não temos a explicação para o baixo consumo no Sul. A gente tem de ver se isso é um dado positivo, ou se está havendo a substituição de outras drogas estimulantes na região, como ocorre com o resto do mundo, de diminuir o consumo de cocaína, mas aumentar o de outros tipos de estimulantes, como anfetaminas", explica a psiquiatra Clarice Madruga, uma das coordenadoras do estudo.
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terça-feira, 21 de agosto de 2012

CRACK - SINAIS DE DEPENDÊNCIA




Como saber se uma pessoa próxima está usando crack

O usuário de crack apresenta mudanças evidentes de hábitos, comportamentos e aparência física. Um dos sintomas físicos mais comuns que ajudam a identificar o uso da droga é a redução drástica do apetite, que leÉ comum ainda que o usuário tenha insônia enquanto está sob o efeito do crack, assim como sonolência nos períodos sem a droga. “Os períodos utilizando a droga prolongam-se e os usuários começam a ficar períodos maiores fora de casa, gastando, em média, três dias e noites inteiros destinados ao consumo do crack. Neste contexto, atividades como alimentação, higiene pessoal e sono são completamente abandonadas, comprometendo gravemente o estado físico do usuário”, afirma o psiquiatra Felix Kessler.
Sinais físicos como queimaduras e bolhas no rosto, lábios, dedos e mãos podem ser sinais do uso da droga, em função da alta temperatura que a queima da pedra requer. “Também se notam em alguns casos sintomas como flatulência, diarréia, vômitos, olhos vermelhos, pupilas dilatadas, além de contrações musculares involuntárias e problemas na gengiva e nos dentes”, aponta Fátima Sudbrack, coordenadora do Programa de Estudos e Atenção às Dependências Químicas (Prodequi) da Universidade de Brasília (UnB).

Comportamento

Falta de atenção e concentração são sintomas comuns, que levam o usuário de crack a deixar de cumprir atividades rotineiras, como freqüentar trabalho e escola ou conviver com a família e amigos. “O dependente apresenta algumas atitudes características, como mentir e ter dificuldades de estabelecer e manter relações afetivas. Muitas vezes apresenta comportamentos atípicos e repetitivos, como abrir e fechar portas e janelas ou apagar e acender luzes”, afirma Laura Fracasso, psicóloga da Instituição Padre Haroldo.
O usuário de crack também pode experimentar alucinações, sensações de perseguição (paranóia) e episódios de ansiedade que podem culminar em ataques de pânico, por exemplo. Isolamento e conflitos familiares são comuns. O dependente pode, ainda, passar a furtar objetos de valor de sua própria casa ou trabalho para comprar e consumir a droga. “O humor pode ficar desequilibrado em função do uso ou falta da droga. O usuário alterna entre estados de apatia e agitação”, diz Fátima Sudbrack.
 Saiba como ajudar alguém com problemas com drogas, vaI à perda de peso rápida e acentuada – em um mês de uso contínuo, o usuário pode emagrecer até 10 quilos. Fraqueza, desnutrição e aparência de cansaço físico também são sintomas relacionados à perda de apetite.







 

fonte: SENAD - Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drocas
crédito da imagem: Portal Brasil.


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segunda-feira, 12 de março de 2012

O DEVASTADOR CRACK

O DEVASTADOR CRACK




O Promotor de Justiça Cláudio Santos de Moraes aborda em artigo um dos assuntos mais tratados pela imprensa e que é uma das maiores preocupações dos governantes do país, o crack. No texto, ele compara a droga à AIDS, que na década de 80 foi um dos assuntos mais retratados pela mídia, pelo susto causado. Segundo ele, o crack pode ser considerado a desgraça criada pelo homem que visava o enriquecimento.
Como não poderia deixar de ser, o “crack” é a droga mais comentada na imprensa brasileira. Depois do susto causado pela AIDS na década de 80, ele pode ser considerado a maior desgraça criada pelo homem visando enriquecimento. Mal que vem atingindo um número de pessoas cada vez maior e não se encontrou tratamentoeficiente para livrar o usuário de sua dependência, que é fácil e rápida, mas a cura é difícil, lenta e sacrificante e sempre sujeita a recaída. Sabemos que há outros tipos de drogas ilícitas, mas não tão maléfica e epidêmica como o “crack” que vem afetando pessoas de todas as classes sociais, principalmente jovens, adolescentes e até crianças. O “craqueiro” se vicia facilmente e se torna um usuário compulsivo incontrolável. Transforma-se em verdadeiro zumbi. Não tem a mínima consciência do que seja vida social e familiar e, para obtenção da droga, faz qualquer coisa.
Vão da prostituição ao cometimento de graves crimes e até perdem a vida violentamente em razão do vício. São totalmente controlados pelo “crack”. Sabem que precisam de tratamento para parar, mas não conseguem dominar a compulsão. São destruídos em todos os sentidos. Precisam de ajuda, mas não a aceitam porque o poder da droga é maior e faz com que repilam qualquer auxílio. Diante de tal comportamento, ele deve ser considerado como portador de doença mental grave e de perigo social constante. Necessitando, assim, de tratamento hospitalar compulsório, uma vez que, geralmente, ele se recusa a fazê-lo. Na situação em que se encontra, deve ser considerando mental incapaz. Necessitando de recomendação psiquiátrica para efetivar a internação involuntária ou compulsória e local estruturado para tratá-lo. Em sendo menor, há duplo motivo para internação compulsória, uma vez que, além da incapacidade mental, há a incapacidade civil.
A Lei 10.261/2001 prevê a possibilidade de internação involuntária ou compulsória para tratamento de doença mental, onde a dependência química que causa perigo social, familiar e ao próprio doente pode ser enquadrada e o psiquiatra, com a assistência de pessoa da família do doente, pode recomendar tal internação. Contudo, como o poder público não dispõe, como deveria, de local estruturado para tratar tais dependentes, principalmente quando se trata de adolescentes, os mesmos são relegados à própria sorte. Em razão desse abandono por parte do poder público e haver muitos adolescentes nessa situação, o Ministério Público propôs várias ações civis públicas contra o Município e a Fundação Casa para que disponibilizem tratamento de drogadição compulsório aos necessitados. Da Fundação Casa pretendemos que o tratamento ambulatorial dos internos seja feito na própria entidade, aproveitando o período em que estão reclusos e em abstinência. É mais prático e eficiente do que levá-los aos deficitários postos de atendimento do SUS da cidade, expondo-os a constrangimentos perante usuários do sistema ao serem conduzidos algemados e uniformizados. Do município pretendemos que disponibilize tratamento voluntário aos que quiserem fazê-lo e, nos casos mais críticos, que proceda a internação compulsória. Infelizmente, o Município e a “Febem” procuram se eximir ou protelar tais obrigações. Ora as atribui a outrem; ora que não dispõe de verbas para tanto; montam local com estrutura inadequada para dizer que atende; ou simplesmente alegam que não tem na cidade lugar para efetuar tratamento compulsório. Estamos aguardando a Justiça decidir. Porém, entendemos que, as escusas do poder público são injustificáveis. Ele tem a obrigação de atender essa demanda. É direito do cidadão. Se a Justiça não exigir tal cumprimento com aplicação de multa pela inadimplência, os gestores nada farão para minorar o sofrimento dos necessitados. Não podemos ignorar o ardor da pimenta nos olhos dos outros porque não sentimos no nosso.
Cláudio Santos de Moraes – Promotor de Justiça da Infância e da Juventude de Rio Preto
Fonte: Diarioweb






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