segunda-feira, 26 de agosto de 2013

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Estudo mostra que cocaína muda estrutura do cérebro em duas horas


  • Pesquisadores descobrem mecanismo que pode explicar como começa o vício em drogas Pesquisadores descobrem mecanismo que pode explicar como começa o vício em drogas
Uma pesquisa feita por cientistas nos Estados Unidos revelou que consumir cocaína pode mudar a estrutura do cérebro em poucas horas.

Os estudiosos da Universidade da Califórnia fizeram experimentos com camundongos, que receberam injeções com cocaína.

Eles constataram que, apenas duas horas após receber a primeira dose, as cobaias já haviam desenvolvido no cérebro novas estruturas que são ligadas à memória, ao uso de drogas e a mudanças de comportamento.

Os camundongos que tiveram as maiores alterações no cérebro revelaram ter uma dependência mais elevada de cocaína, mostrando que, segundo especialistas, o cérebro deles estava "aprendendo o vício".

A pesquisa foi divulgada na publicação científica Nature Neuroscience.

Caçador de cocaína

Os cientistas investigaram nas cobaias o surgimento de pequenas estruturas nas células do cérebro chamadas espinhas dendríticas, que têm relação profunda com a formação das memórias.

Um microscópio a laser foi usado para olhar dentro do cérebro dos camundongos, ainda vivos, para procurar por espinhas dendríticas após eles receberem doses de cocaína. A mesma análise foi feita em camundongos que, em vez de injeções com cocaína, receberam injeções com água.

O grupo que recebeu cocaína apresentou uma maior formação de espinhas dendríticas, o que indica que mais memórias, relacionadas ao uso da droga, foram formadas.

A pesquisadora Linda Wilbrecht, professora assistente de psicologia e neurociência da Universidade da Califórnia na cidade de Berkeley, disse: "Nossas imagens fornecem sinais claros de que a cocaína induz ganhos rápidos de novas espinhas, e quanto mais espinhas os camundongos ganham, mais eles mostram que 'aprenderam' (o vício) sobre a droga".

"Isso nos mostra um possível mecanismo ligando o consumo de drogas à busca por mais drogas."

"Essas mudanças provocadas pela droga no cérebro podem explicar como sinais relacionados à droga dominam o processo de tomada de decisões em um usuário humano".

O pesquisador Gerome Breen, do Insituto de Psiquiatria do King's College de Londres, ressaltou que "o desenvolvimento da espinhas dendríticas é particularmente importante no aprendizado e na memória".

"Este estudo nos dá um entendimento sólido de como o vício ocorre - ele mostra como a dependência é aprendida pelo cérebro".

fonte: UOL notícias SAÚDE.  http://1.bp.blogspot.com/_-v7nVhXnPEc/Sodl6QMONvI/AAAAAAAAAZQ/XAjZOeW9HTI/s1600/twitter.logotipo.jpg

sábado, 24 de agosto de 2013


 REFLEXÃO DIÁRIA – 24 DE AGOSTO

UM ENIGMA QUE FUNCIONA

Talvez seja possível encontrar explicações das experiências espirituais
iguais às nossas, mas tentei muitas vezes explicar a minha e só obtive bons
resultados, ao narrá-la.

Conheço a sensação do que isto me deu e os resultados alcançados, mas
compreendi que nunca entenderei completamente suas implicações mais
profundas.

NA OPINIÃO DO BILL

Tive uma profunda experiência espiritual durante uma reunião aberta de A.A.,
que me levou a falar: "Eu sou um alcoólico!". Não bebi desde aquele dia.

Posso falar para vocês as palavras que ouvi antes da minha admissão e como
me afetaram, mas como e porque aconteceu eu não sei. Acredito que um Poder
Superior a mim me escolheu para que eu me recuperasse, mas ainda não sei o
porquê. Tento não me preocupar ou imaginar o que ainda não sei; ao invés
disso, confio que se continuar a praticar os Passos e os princípios de A.A.
em minha vida e compartilhar minha história, serei guiado amorosamente para
uma profunda e madura espiritualidade, na qual mais ainda me será revelado.
Por enquanto, é uma dádiva para mim confiar em Deus, praticar os Passos e
ajudar os outros.

[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]


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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

RECUPERAÇÃO



 "Muitos de nós passam a vida fingindo ser alguém que não somos. As nossas condutas aditivas ou compulsivas talvez sejam somente uma tentativa desesperada de escapar de nós mesmos. Talvez tenhamos dificuldade de aceitar a nossa personalidade, a nossa aparência, as nossas limitações ou até os nossos talentos"

fonte: Bíblia de Estudo Despertar



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domingo, 21 de julho de 2013





 Reflexão diaria do dia  21 de julho

UMA DÁDIVA SEM PREÇO          

A esta altura com toda a probabilidade, já teremos adotado, de certo modo, medidas capazes de remover os obstáculos que mais nos prejudicam. Desfrutamos momentos em que sentimos algo parecido à verdadeira paz de espírito. Para aqueles de nós que, até então, conheceram somente a excitação, a depressão ou a ansiedade - em outras palavras, para todos nós - esta nova paz conquistada é uma dádiva inestimável.
(OS DOZE PASSOS, p. 64)

Estou aprendendo a soltar-me e deixar Deus agir, a ter uma mente aberta e um coração disposto a receber a graça de Deus em todos os meus assuntos; desta maneira posso experimentar a paz, e liberdade que vêm como resultado da minha entrega. Tem sido provado que um ato de entrega originado do desespero e da derrota pode crescer num progressivo ato de fé e esta fé significa liberdade e vitória.


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quinta-feira, 7 de março de 2013

Álcool na adolescência é influenciado pela família, diz estudo da USP







Positiva ou negativamente, adolescentes são influenciados por seus familiares, dentro de suas próprias casas, em relação ao abuso do álcool. Essa é a conclusão de recente pesquisa desenvolvida pela enfermeira Betânia da Mata Ribeiro Gomes, em seu trabalho de pós-graduação apresentado à Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP.

A pesquisadora observou e entrevistou em seus domicílios, 22 membros de dez famílias, entre eles, 11 adolescentes de ambos os sexos, entre 14 e 19 anos, que consumiam álcool. O estudo aconteceu na Unidade de Saúde da Família, localizada em Recife (Pernambuco), entre julho de 2010 e agosto de 2011.

Foram alvo do estudo apenas os familiares que moravam com o adolescente e tinham um laço mais próximo, como, pais, irmãos, tios. Em cada família, o convite se estendeu aos familiares que estavam presentes no primeiro encontro, realizado pelo estudo. "E no decorrer da pesquisa, a interação e os discursos indicaram a necessidade ou não de incluir outros familiares", comenta Betânia, que se ateve a temas como: estrutura, desenvolvimento e funcionamento das famílias; crenças que podem influenciar o consumo de álcool; as interações familiares que protegem ou que expõem os adolescentes ao consumo ou abuso de álcool; e o sentido da religião.

A maioria dos entrevistados possuía renda menor que um salário mínimo. Alguns recebiam ajuda do governo e não tinham completado seus estudos, além de presenciar, em suas próprias casas, a prática do uso do álcool. Muitos adolescentes ainda presenciaram separações de seus pais ou morte de algum deles devido ao consumo de bebida alcoólica. Quanto ao relacionamento em família, Betânia verificou que a maioria sofria com desentendimentos, desafetos, problemas de comunicação, agressão, conflitos, violência e falta de interação.

Prazer e prejuízos

Para a pesquisadora, a decisão pelo consumo de bebida alcoólica foi associada ao prazer e diversão, principalmente relacionada às músicas, as quais, segundo ela, estão no contexto de vida desses adolescentes, incentivando o consumo. "É uma válvula de escape para as dificuldades e problemas familiares do cotidiano".

Betânia percebeu que, mesmo com sentimentos de alívio, relaxamento, distração e dos momentos de lazer, os adolescentes não ignoravam os prejuízos do uso abusivo da bebida alcoólica, principalmente porque presenciaram os problemas que a bebida causou em seus próprios domicílios.

As famílias, apesar de não se relacionarem adequadamente com os adolescentes, apoiaram seus membros e mantiveram esperança por meio de motivação ou da religião, pensando em um futuro melhor. "A religião pode favorecer o sentimento de esperança e, com ela, o gosto pela vida", afirma. Ela notou ainda que os adolescentes se preocupavam em manter viva a motivação para uma vida melhor, para a conquista de trabalho qualificado e da casa própria, além de tentar realizar os sonhos que não foram possíveis para seus pais.

Betânia concluiu que os familiares influenciam os adolescentes de forma positiva e negativa quanto ao uso e abuso do álcool. "A estrutura e composição da família, o padrão de interação familiar, a comunicação entre seus membros, a religião e a esperança são componentes que se articulam diretamente com a prática do consumo de álcool pelos adolescentes".

A tese A influência da família no consumo de álcool na adolescência foi orientada pela professora Lucila Castanheira Nascimento e defendida em setembro de 2012, na EERP.
Com a Agência USP de Notícias


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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013





                                                    CRACK,  É POSSÍVEL VENCER

Estão abertas as inscrições para o curso (5ª edição) para capacitar 40 mil conselheiros e lideranças comunitárias em todo Brasil, através do programa "CRACK, É POSSÍVEL VENCER"  da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad).  O objetivo é capacitar conselheiros municipais e líderes comunitários para atuarem na prevenção do uso de crack, álcool e outras drogas, com foco na defesa e promoção dos Direitos Humanos, na articulação e no fortalecimento das redes locais.

Para a Secretária Nacional de Políticas sobre Drogas, Paulina Duarte, o curso permitirá o fortalecimento da atuação dos conselhos e outras lideranças na comunidade. Os conselhos são instâncias legítimas de participação e controle social e têm papel fundamental na implementação de todas as políticas públicas sobre drogas.

O curso é gratuito, será realizado a distância e executado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com duração de três meses. Tutores especializados vão acompanhar os alunos que receberão o material didático em casa.

O programa Crack, é possível vencer prevê, entre outras ações, a ampla capacitação de profissionais das áreas de educação, saúde, assistência social, justiça, segurança pública, conselheiros, lideranças comunitárias e religiosas, além da capacitação de profissionais e voluntários que atuam em comunidades terapêuticas.

As inscrições podem ser realizadas até o dia 21 de fevereiro pelo site: http://conselheiros.senad.gov.br (caso tenha efetuado a matrícula, ignore esta mensagem).
Outras informações podem ser obtidas com a Secretaria de Educação a Distância da UFSC:
Email: conselheiros5@sead.ufsc.br
Telefone: (48) 3952-1900
Fonte: Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas - MJ / portal.mj.gov.br/senad
Secretaria de Educação a Distância - SEaD
Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC
www.sead.ufsc.br
(48) 3952-1900

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

                                                                    CRACK
                                                        Efeitos e Consequências
                                                       Neurológico e psicológico
 

 



@aluizdias

O uso do crack pode prejudicar as habilidades cognitivas (inteligência) envolvidas especialmente com a função executiva e com a atenção. Este comprometimento altera a capacidade de solução de problemas, a flexibilidade mental e a velocidade de processamento de informações.
A literatura científica sobre os efeitos neurológicos e psicológicos do crack demonstra que a droga pode causar danos às funções mentais, com prejuízos à memória, atenção e concentração. Segundo o pesquisador Felix Kessler, do Centro de Pesquisa em Álcool e Drogas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), é muito comum o desenvolvimento e agravamento da impulsividade, o que leva os indivíduos a fazerem escolhas mais imediatistas, sem avaliar as conseqüências para o futuro. "Em muitos casos, dependendo da predisposição genética, os indivíduos desenvolvem sintomas psiquiátricos, psicóticos e ansiosos, como depressão, delírios e ataques de pânico", diz o especialista.
O psiquiatra afirma, ainda, que o uso da droga pode provocar transtorno bipolar, resultado do mecanismo de rápida e intensa euforia, logo após o uso da droga, que logo é substituída pela depressão, quando o usuário está em abstinência. “Os danos causados tendem a persistir por meses e até anos depois que o individuo deixou a droga. Já os sintomas psiquiátricos podem desaparecer com mais facilidade, exceto para os indivíduos que tenham predisposição para esse tipo de doença.”

fonte http://www.brasil.gov.br/crackepossivelvencer/efeitos-e-consequencias/neurologicos-e-psicologicos

crédito da imagem - Portal Brasil

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sábado, 8 de setembro de 2012

@aluizdias

Brasil é o maior mercado de crack no mundo, aponta levantamento


Pesquisa diz que 1 milhão de adultos admitiu ter fumado crack no último ano



O Brasil é o maior mercado de crack do mundo e o segundo de cocaína, aponta o 2º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas. O estudo, divulgado pela Universidade Federal de São Paulo nesta quarta-feira (5), mostra que esta epidemia corresponde a 20% do consumo global da cocaína — índice que engloba a droga refinada e os seus subprodutos, como crack, óxi e merla.
Só no último ano, um em cada cem adultos fumou crack, o que representa um milhão de brasileiros acima dos 18 anos. Quando a pesquisa abrange o consumo das duasdrogas, cocaína e crack, o número atinge 2,8 milhões de pessoas em todo o país. O número é considerado "alarmante" no período pelo coordenador do estudo, o psiquiatra Ronaldo Laranjeira. 
"À medida que a OMS (Organização Mundial da Saúde) indica que o consumo de cocaína está diminuindo no mundo, a gente não consegue observar isto no Brasil. O consumo está aumentando no país", destacou Laranjeira. "Estamos muito lentos no combate à epidemia e não sei se teremos recursos para cuidar de todo esse fenômeno."
Cerca de 6 milhões de pessoas (4% da população adulta) já experimentaram alguma vez na vida a cocaína, seja o pó refinado ou apenas a droga fumada (como se apresentam o crack e o óxi). Já entre os adolescentes, 442 mil (3% dos que têm entre 14 anos e 18 anos) também já tiveram experiência com algum tipo dessas susbtâncias. 

PROPORÇÃO DE CONSUMO MUNDIAL DE COCAÍNA E CRACK NO ÚLTIMO ANO

LOCALMILHÕES DE PESSOAS
EUA4,1
Brasil2,8
América do Sul (exceto o Brasil)2,4
Ásia2,3
África Central2,3
Reino Unido1,1
Espanha0,8
Leste Europeu0,6
Canadá0,5
Oceania0,4
Quanto ao uso da cocaína intranasal (cheirada), que é a mais comum no mundo, pouco mais de 5 milhões de adultos (4%) admitiram ter experimentado o pó alguma vez na vida, sendo 2,3 milhões de pessoas (2%) nos últimos 12 meses. O uso é menor entre os jovens, sendo menos de 2% nos dois casos: 442 mil adolescentes em um momento da vida, e 244 mil no último ano.  
Quase 2 milhões de brasileiros, afirmam os dados, já usaram a cocaína fumada (crack, óxi ou merla) uma vez na vida, atingindo 1,8 milhão de adultos (1,4% da população) e150 mil adolescentes (cerca de 1%). No último ano, foram cerca de 1 milhão de adultos (1%) e 18 mil jovens (0,2%).
A pesquisa, que foi feita com 4.607 pessoas de 149 municípios brasileiros, indica também que o primeiro uso de cocaína ocorreu antes dos 18 anos para quase metade dos usuários (45%), seja para quem ainda consome a droga ou para quem já consumiu ao menos uma vez na vida.
No total, 48% desenvolveram dependência química, sendo que 27% relataram usar a droga todos os dias ou mais de duas vezes por semana. Conseguir as drogas também foi considerado fácil por 78% dos entrevistados, sendo que 10% dos usuários afirmaram já ter vendido alguma parte da susbtância ilegal que tinham em mãos.

Vídeos sobre cocaína e crack - 3 vídeos

@saúde - Não há clínicas para todos os viciados em crack
Sérgio Seibel, psiquiatra e diretor do Centro de Referencia de Álcool, Tabaco e Outras Drogas, diz que não há clínicas para todos os usuários da droga.
Compartilhe este vídeo:
Regiões

Segundo o levantamento, o uso da cocaína e do crack em áreas urbanas é três vezes maior do que nas rurais. Portanto, a região Sudeste aparece como a de maior concentração de usuários das drogas no último ano. A região abriga 1,4 milhão de usuários (46%). A região Nordeste vem em seguida e é considera a segunda região com o maior número de consumidores da droga, com 800 mil (27%). O Centro-Oeste e o Norte aparecem empatados na terceira posição, com 300 mil (10%), e o Sul é a região com o menor número de usuários das drogas, com 200 mil (7%).
"Ainda não temos a explicação para o baixo consumo no Sul. A gente tem de ver se isso é um dado positivo, ou se está havendo a substituição de outras drogas estimulantes na região, como ocorre com o resto do mundo, de diminuir o consumo de cocaína, mas aumentar o de outros tipos de estimulantes, como anfetaminas", explica a psiquiatra Clarice Madruga, uma das coordenadoras do estudo.
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terça-feira, 21 de agosto de 2012

CRACK - SINAIS DE DEPENDÊNCIA




Como saber se uma pessoa próxima está usando crack

O usuário de crack apresenta mudanças evidentes de hábitos, comportamentos e aparência física. Um dos sintomas físicos mais comuns que ajudam a identificar o uso da droga é a redução drástica do apetite, que leÉ comum ainda que o usuário tenha insônia enquanto está sob o efeito do crack, assim como sonolência nos períodos sem a droga. “Os períodos utilizando a droga prolongam-se e os usuários começam a ficar períodos maiores fora de casa, gastando, em média, três dias e noites inteiros destinados ao consumo do crack. Neste contexto, atividades como alimentação, higiene pessoal e sono são completamente abandonadas, comprometendo gravemente o estado físico do usuário”, afirma o psiquiatra Felix Kessler.
Sinais físicos como queimaduras e bolhas no rosto, lábios, dedos e mãos podem ser sinais do uso da droga, em função da alta temperatura que a queima da pedra requer. “Também se notam em alguns casos sintomas como flatulência, diarréia, vômitos, olhos vermelhos, pupilas dilatadas, além de contrações musculares involuntárias e problemas na gengiva e nos dentes”, aponta Fátima Sudbrack, coordenadora do Programa de Estudos e Atenção às Dependências Químicas (Prodequi) da Universidade de Brasília (UnB).

Comportamento

Falta de atenção e concentração são sintomas comuns, que levam o usuário de crack a deixar de cumprir atividades rotineiras, como freqüentar trabalho e escola ou conviver com a família e amigos. “O dependente apresenta algumas atitudes características, como mentir e ter dificuldades de estabelecer e manter relações afetivas. Muitas vezes apresenta comportamentos atípicos e repetitivos, como abrir e fechar portas e janelas ou apagar e acender luzes”, afirma Laura Fracasso, psicóloga da Instituição Padre Haroldo.
O usuário de crack também pode experimentar alucinações, sensações de perseguição (paranóia) e episódios de ansiedade que podem culminar em ataques de pânico, por exemplo. Isolamento e conflitos familiares são comuns. O dependente pode, ainda, passar a furtar objetos de valor de sua própria casa ou trabalho para comprar e consumir a droga. “O humor pode ficar desequilibrado em função do uso ou falta da droga. O usuário alterna entre estados de apatia e agitação”, diz Fátima Sudbrack.
 Saiba como ajudar alguém com problemas com drogas, vaI à perda de peso rápida e acentuada – em um mês de uso contínuo, o usuário pode emagrecer até 10 quilos. Fraqueza, desnutrição e aparência de cansaço físico também são sintomas relacionados à perda de apetite.







 

fonte: SENAD - Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drocas
crédito da imagem: Portal Brasil.


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segunda-feira, 12 de março de 2012

O DEVASTADOR CRACK

O DEVASTADOR CRACK




O Promotor de Justiça Cláudio Santos de Moraes aborda em artigo um dos assuntos mais tratados pela imprensa e que é uma das maiores preocupações dos governantes do país, o crack. No texto, ele compara a droga à AIDS, que na década de 80 foi um dos assuntos mais retratados pela mídia, pelo susto causado. Segundo ele, o crack pode ser considerado a desgraça criada pelo homem que visava o enriquecimento.
Como não poderia deixar de ser, o “crack” é a droga mais comentada na imprensa brasileira. Depois do susto causado pela AIDS na década de 80, ele pode ser considerado a maior desgraça criada pelo homem visando enriquecimento. Mal que vem atingindo um número de pessoas cada vez maior e não se encontrou tratamentoeficiente para livrar o usuário de sua dependência, que é fácil e rápida, mas a cura é difícil, lenta e sacrificante e sempre sujeita a recaída. Sabemos que há outros tipos de drogas ilícitas, mas não tão maléfica e epidêmica como o “crack” que vem afetando pessoas de todas as classes sociais, principalmente jovens, adolescentes e até crianças. O “craqueiro” se vicia facilmente e se torna um usuário compulsivo incontrolável. Transforma-se em verdadeiro zumbi. Não tem a mínima consciência do que seja vida social e familiar e, para obtenção da droga, faz qualquer coisa.
Vão da prostituição ao cometimento de graves crimes e até perdem a vida violentamente em razão do vício. São totalmente controlados pelo “crack”. Sabem que precisam de tratamento para parar, mas não conseguem dominar a compulsão. São destruídos em todos os sentidos. Precisam de ajuda, mas não a aceitam porque o poder da droga é maior e faz com que repilam qualquer auxílio. Diante de tal comportamento, ele deve ser considerado como portador de doença mental grave e de perigo social constante. Necessitando, assim, de tratamento hospitalar compulsório, uma vez que, geralmente, ele se recusa a fazê-lo. Na situação em que se encontra, deve ser considerando mental incapaz. Necessitando de recomendação psiquiátrica para efetivar a internação involuntária ou compulsória e local estruturado para tratá-lo. Em sendo menor, há duplo motivo para internação compulsória, uma vez que, além da incapacidade mental, há a incapacidade civil.
A Lei 10.261/2001 prevê a possibilidade de internação involuntária ou compulsória para tratamento de doença mental, onde a dependência química que causa perigo social, familiar e ao próprio doente pode ser enquadrada e o psiquiatra, com a assistência de pessoa da família do doente, pode recomendar tal internação. Contudo, como o poder público não dispõe, como deveria, de local estruturado para tratar tais dependentes, principalmente quando se trata de adolescentes, os mesmos são relegados à própria sorte. Em razão desse abandono por parte do poder público e haver muitos adolescentes nessa situação, o Ministério Público propôs várias ações civis públicas contra o Município e a Fundação Casa para que disponibilizem tratamento de drogadição compulsório aos necessitados. Da Fundação Casa pretendemos que o tratamento ambulatorial dos internos seja feito na própria entidade, aproveitando o período em que estão reclusos e em abstinência. É mais prático e eficiente do que levá-los aos deficitários postos de atendimento do SUS da cidade, expondo-os a constrangimentos perante usuários do sistema ao serem conduzidos algemados e uniformizados. Do município pretendemos que disponibilize tratamento voluntário aos que quiserem fazê-lo e, nos casos mais críticos, que proceda a internação compulsória. Infelizmente, o Município e a “Febem” procuram se eximir ou protelar tais obrigações. Ora as atribui a outrem; ora que não dispõe de verbas para tanto; montam local com estrutura inadequada para dizer que atende; ou simplesmente alegam que não tem na cidade lugar para efetuar tratamento compulsório. Estamos aguardando a Justiça decidir. Porém, entendemos que, as escusas do poder público são injustificáveis. Ele tem a obrigação de atender essa demanda. É direito do cidadão. Se a Justiça não exigir tal cumprimento com aplicação de multa pela inadimplência, os gestores nada farão para minorar o sofrimento dos necessitados. Não podemos ignorar o ardor da pimenta nos olhos dos outros porque não sentimos no nosso.
Cláudio Santos de Moraes – Promotor de Justiça da Infância e da Juventude de Rio Preto
Fonte: Diarioweb






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domingo, 30 de outubro de 2011

A DROGA = TRAFICO E CONSUMO


        A expansão de consumo de crack no Brasil começa na década de 1990.
        Navegue pelo infográfico abaixo e veja como a basta-base de cocaína, matéria-prima do crack, chega ao território nacional, é distribuída e segue para outros países.  

fonte - SENAD - Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas.


até breve pessoal!
VAMO Q VAMO!
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terça-feira, 11 de outubro de 2011

MACONHA PODE AUMENTAR O RISCO DE DEPRESSÃO


´PESQUISA REVELA QUE A MACONHA PODE AUMENTAR O RISCO DE DEPRESSÃO




  •       
          Quem fuma maconha corre o risco de desenvolver distúrbios graves, como esquizofrenia e psicose. Uma nova pesquisa feita na Holanda adiciona mais um problema causado pela droga. De acordo com um estudo feito no Instituto de Ciência Comportamental da Universidade Radboud de Nijmegen, na Holanda, a droga aumenta o risco de desenvolver sintomas depressivos em jovens geneticamente vulneráveis. A pesquisa foi publicada na versão online do Addiction Biology, periódico científico da Sociedade Britânica para o Estudo da Dependência.

    CONHEÇA A PESQUISA
          Título original: Testing bidirectional effects between cannabis use and depressive symptoms: moderation by the serotonin transporter gene
    Onde foi divulgada: revista Addiction Biology Online
    Quem fez: Roy Otten
    Instituição: Instituto de Ciência Comportamental da Universidade Radboud de Nijmegen, na Holanda
    Dados de amostragem: 310 adolescentes, por 4 anos
    Resultado: O estudo mostrou que o consumo de maconha aumentou os sintomas depressivos nos adolescentes geneticamente vulneráveis.
          A maioria da população é vulnerável. Segundo o estudo, duas em cada três pessoas apresentam uma variação no gene transportador de serotonina, um neurotransmissor também conhecido como 5-HT. Tal variante pode ser responsável por tornar uma pessoa mais sensível a desenvolver depressão.

          A pesquisa recolheu, durante quatro anos, informações de 310 adolescentes. A cada ano, os jovens responderam questões sobre assuntos como comportamento e sintomas de depressão. A variação do gene da serotonina foi determinante para os resultados: o consumo de maconha aumentou os sintomas depressivos nos adolescentes que apresentavam tal variante.
          "Esse efeito da droga é forte, mesmo se levarmos em conta uma série de outras variantes que causam a depressão, como uso de álcool, personalidade e situação socioeconômica. Algumas pessoas podem pensar que jovens com disposição a depressão comecem a consumir maconha como uma forma de automedicação e que a presença de sintomas depressivos seja o fator que leve ao consumo da droga. Entretanto, nesse estudo a longo prazo, mostramos que não é o caso”, diz Roy Otten, principal autor da pesquisa.
          Em estudo feito pelo IBGE em 2009, 8,7% dos estudantes entre 13 e 15 anos disseram já haver experimentado alguma droga ilícita. Na Holanda, ond  e foi feita essa pesquisa, o uso de maconha entre jovens é expressivo: 12% dos adolescentes de 16 anos disseram ter usado maconha ao longo do mês anterior. Além de um pior desempenho escolar, o uso da droga pode aumentar o risco de desenvolver esquizofrenia e psicose.
          Para os pesquisadores, conhecer os efeitos negativos do consumo de maconha é importante, pois, para um grande número de pessoas, entre outros prejuízos, seu uso pode aumentar o risco de depressão a longo prazo.
  • Autor:
  • Fonte: Revista Veja
  • fonte: OBID - Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas
  • OBS - Quero me desculpar aos leitores e seguidores da minha breve ausência por motivos particulares. Estou de volta.
  • até breve!
  • VAMO Q VAMO 
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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

"OXI" - UMA NOVA DROGA?


  • “Oxi”: Uma nova droga? (16/08/2011)



  • 1 – INTRODUÇÃO

    Informações recentes de várias fontes sugerem que uma nova droga ilícita, chamada de “oxi”, estaria se espalhando por todo o Brasil. Ela seria utilizada na forma fumada e seria muito similar à cocaína na forma de crack: pequenas pedras de amareladas a marrom-claro. Como foi divulgado pela mídia, a cocaína na forma de “oxi” seria diferente do crack por este conter sais carbonato ou bicarbonato, enquanto o “oxi” teria cal (óxido de cálcio) e querosene (ou gasolina) em sua formulação.

    Este trabalho apresenta um estudo comparativo entre amostras apreendidas em condições de consumo (drogas de rua) pela Polícia Civil do Estado do Acre (PC/AC) e amostras apreendidas em condições de tráfico internacional ou interestadual pela Polícia Federal no Acre (PF/AC).


    2 – MATERIAIS

    Foram analisadas neste estudo 20 amostras de “oxi” da PC/AC e 23 amostras de cocaína da PF/AC. As amostras se apresentavam como pedras e grumos, com coloração variada (branca, amarelada ou marrom-claro).


    3 – MÉTODOS

    A análise de perfil químico das amostras foi conduzida pelo PCF Ronaldo (SETEC/SR/DPF/AC) no Serviço de Laboratório do Instituto Nacional de Criminalística da PF, em Brasília, com a colaboração da equipe do programa de Perfil Químico das Drogas da PF (Projeto PeQui).

    Foram utilizadas diversas técnicas para análise dos materiais, dentre elas destaca-se a espectroscopia na região do infravermelho (ATR-FTIR), análise termogravimétrica (TGA) e análises por cromatografia gasosa (GC), acoplando-se detectores de ionização de chamas (FID) ou espectrômetro de massas (MS) e injetores para soluções (ATS) ou de fase vapor (headspace-HS). Análises elementares qualitativas também foram conduzidas segundo procedimentos clássicos de via úmida (determinação de cátions, ânions, açúcares).

    Foram quantificados por GC-FID a cocaína, cis e trans-cinamoilcocaína (valores expressos como base) e fármacos adulterantes (benzocaína, fenacetina, cafeína, lidocaína, levamisol, hidroxizina e diltiazem), utilizando-se as metodologias do Projeto PeQui.

    A classificação dos níveis de oxidação (refino) da amostra foi realizada através da aplicação dos critérios do DEA/EUA: amostras contendo menos que 2% de cinamoilcocaínas relativas ao teor de cocaína foram classificadas como “altamente oxidadas”; amostras com teores de 2-6% foram classificadas como “moderadamente oxidadas” e amostras com teores maiores que 6% foram classificadas como “não oxidadas”.


    4 - RESULTADOS

    As 23 amostras da PF/AC, todas contendo cocaína na forma de base livre, exibiram teores de cocaína na faixa de 50-85% (média de 73%), sendo compostas predominantemente de cocaína “não oxidada”, isto é, na forma de pasta base de coca. As demais amostras foram refinadas (“moderadamente oxidadas” ou “altamente oxidadas”) e se encontravam na forma de cocaína base.

    Para as 20 amostras de “oxi”, vindas das apreensões da PC/AC, foram observados teores de cocaína na faixa de 29-85% (média de 65%). Dentre elas, 04 amostras apresentavam menores teores de cocaína (29-47%) e quantidades significativas de carbonatos, sendo típicos exemplos da cocaína na forma crack.

    Outras 06 amostras se apresentavam na forma de cocaína sal cloridrato (57-85% de cocaína nestas amostras), que não são normalmente utilizadas na forma fumada e que, portanto, não foram consideradas como possíveis amostras de “oxi”.

    Os resultados obtidos por TGA, HS-GSMS e análises qualitativas revelam que não há quantidades significativas de cal (óxido de cálcio) e de hidrocarbonetos (como querosene ou gasolina) nas amostras de “oxi” apreendidas pela PC/AC. Isto é, os resultados deste estudo não confirmam a informação que tem sido vinculada na mídia que quantidades significativas destas substâncias teriam sido utilizadas na formulação da cocaína “oxi”.

    Dentre as 10 amostras restantes de “oxi”, 07 eram compostas de cocaína “não oxidada” e, portanto, classificadas como pasta base de coca (55-85% de cocaína nestas amostras) e as últimas 03 amostras eram compostas de cocaína que passou por algum refino oxidativo e, portanto, classificadas como cocaína base (43-73% de cocaína nestas amostras).

    O único fármaco adulterante encontrado nas amostras de “oxi” analisadas foi a fenacetina, encontrada entre 0,4-10% em 05 amostras da PF/AC e entre 0,4-22% em 07 amostras da PC/AC.

    As tabelas e gráficos em anexo apresentam os resultados obtidos mais detalhadamente.



    5 - CONCLUSÕES

    A análise de perfil químico das amostras de “oxi” apreendidas no estado do Acre indicam que não existe uma “nova droga” no mercado ilícito.
    O que se observa são diferentes formas de apresentação típicas da cocaína (sal, crack, pasta base, cocaína base) sendo arbitrariamente classificadas como “oxi”, sem que sejam utilizados para este processo critérios objetivos e técnicos.

    As amostras de “oxi” analisadas neste estudo não podem também ser classificadas como uma “nova forma de apresentação da cocaína”, uma vez que os componentes majoritários/minoritários e adulterantes encontrados são os mesmos encontrados nas formas de apresentação usualmente apreendidas para esta droga.

    O trabalho também mostra que, além do crack e da cocaína sal (tradicionais formas de apresentação comercializadas na rua), os usuários estão consumindo diretamente pasta base (sem refino) e cocaína base (refinada) com elevados teores da droga (acima de 60% de cocaína), o que pode contribuir para gerar pronunciados efeitos estimulantes e psicotrópicos e aumentar a possibilidade de efeitos deletérios como overdose, por exemplo.


    6 - ANEXOS
















    AUTORES
    Ronaldo Carneiro da Silva Junior*, Cezar Silvino Gomes
    SETEC/SR/DPF/AC

    Adriano O. Maldaner*, Jorge J. Zacca, Maurício L. Vieira, Élvio D. Botelho
    SEPLAB/INC/DITEC/DPF


  • Autor:

  • Fonte: Departamento de Polícia Federal

  • Fonte: OBID - Observatório de Informações sobre Drogas

  • Até breve pessoal!

  • VAMO Q VAMO! 




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    sexta-feira, 29 de julho de 2011

    TERAPIA RACIONAL EMOTIVA - A RAIVA



    COMO LIDAR  COM A RAIVA

          Aprender a controlar a raiva é uma parte importante do processo e do programa de recuperação para dependentes de álcool e outras drogas.(aceitação). Pensar o que os outros fazem, nossas frustrações ou o que nos acontece, causa a nossa raiva. (pressões exteriores, culpar os outros=desculpa para usar). Na verdade o que nos causa raiva é pensar com raiva. Sentimos do jeito que pensamos e agimos do jeito que sentimos - o que é preciso mudar?
      
          Dependentes de álcool/drogas - em recuperação não podem se dar ao luxo de sentir raiva.
          Irritação - Sentimento normal de incômodo emocional perda do controle e do comportamento.
          Raiva - Sentimento imenso de incômodo emocional - (processo de recaída)




    O que pode causar a RAIVA- O dependente de álcool/drogas precisa exercer severa vigilância sobre si mesmo (10º passo) e identificar as causas dos seus sentimentos (praticar o TRE e pedir ajuda)

    RECUPERAÇÃO:


    T - Terapia - tratamento - Características de resolução de problemas
    R - Racional - razão, raciocínio - Situações - como controlar a raiva.
    E - Emotiva -  o que revela a emoção - Assertividade.

    A - Situação - É o problema sobre o qual se está tendo algum sentimento que incomoda - Contrariedades.
    B - Pensamentos - Crenças -  É o que você acredita, o que você acha que é o certo, o que você diz a respeito. necessidade de controle/egocentrismo.
    C - Sentimentos - Emoções - É como eu me sinto em determinadas situações.

    Ações-Comportamentos - É como eu reagirei ao que estiver sentindo - raiva - sentimentos do jeito que pensamos e sofreremos as consequências do nosso modo de pensar, senti e agir. Posso gritar, xingar, ofender, agredir e acabar perdendo o controle da situação por causa do meu ego - egocentrismo - por não estar de acordo com a minha vontade.

    PRATICANDO A T.R.E. 

    D - Questionamento - Questionar a mim mesmo. Por quê tem que ser do jeito que eu quero? Quem disse? - Identificar : orgulho, egoismo, desonestidade, medo, ansiedade, insegurança, prepotência, arrogância, rigidez, etc. 
    E - Metas reais - No futuro tentarei ter mais aceitação, e que as coisas não tem que ser do jeito que eu quero.
    F - Opções Construtivas - Os Doze Passos - Planejamento, o que eu posso fazer para mudar o meu modo de ser. Auto Conhecimento, Honestidade e  Humildade.
    G - Ação - Praticar as Opções - Mudar, crescer, ter mais aceitação das situações que irá enfrentar na vida. Tratar as emoções de uma forma mais racional, aberta, honesta e assertiva. Praticar o 10° Passo, que é um exercício de crescimento espiritual, dá o equilíbrio emocional ao processo de recuperação e auxilia sua prática e no entendimento dos demais Passos da programação .
    IMPORTANTE - Eu só vou pensar e agir da forma que eu acredito, (fé) eu preciso mudar. A raiva é uma sequela da doença mental, que afetará a parte espiritual - valores - e física do indivíduo, produzindo uma série de outras doenças por todo organismo. Ex: gastrite, úlcera, câncer, doenças cardiovasculares, respiratório etc.

    T.R.E. - Oração da Serenidade - Prática dos Passos
          Deus, conceda-me a SERENIDADE necessária para ACEITAR as coisas que eu não posso modificar - 1º, 4º e 8º Passos - Honestidade. CORAGEM para modificar aquelas que eu posso - 5º, 9º e 10º Passos - e SABEDORIA para reconhecer a diferença - 2º, 3º, 6º, 7°, 11° e 12º Passos - Humildade.
          Assim passará a experimentar:
    Sobriedade duradoura.
    Crescimento Espiritual.
    Serenidade e Paz.
    Vida Sadia e Feliz.

    OS DOZE PASSOS DE A.A. E N.A.
    1º Admitíamos que éramos impotente perante ao álcool/drogas e que tínhamos perdido o domínio de nossas vidas.
    2º Viemos a acreditar que um Poder Superior a nós mesmos poderia devolver-nos  à sanidade.
    3º Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus, na forma em que O concebíamos.
    4º Fizemos minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos.
    5º Admitimos perante Deus, perante nós mesmos e perante outro ser humano, a natureza exata de nossas falhas.
    6º Prontificamo-nos inteiramente a deixar que Deus removesse todos esses defeitos de caráter.
    7º Humildemente, rogamos a Ele que nos livrasse de nossas imperfeições.
    8º Fizemos uma relação de todas as pessoas a quem tínhamos prejudicado e nos dispusemos a reparar os danos a elas causados.
    9º Fizemos reparações diretas dos danos causados a tais pessoas, sempre que possível, salvo quando fazê-las significasse prejudicá-las ou a outrem.
    10º Continuamos fazendo o inventário pessoal e, quando estávamos errados, nós o admitíamos prontamente.
    11º Procuramos através da prece e da meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus, na forma em que O concebíamos, rogando apenas o conhecimento de Sua vontade em relação a nós, e forças para realizar essa vontade.
    12º Tendo experimentado um despertar espiritual, graças a estes Passos, procuramos transmitir esta mensagem aos alcoólicos/adictos e praticar estes princípios em todas as nossas atividades.

    Até breve pessoal!!!
    VAMO Q VAMO!!!





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    sábado, 16 de julho de 2011

    COMO LIDAR COM OS SENTIMENTOS - FINAL



    DESENVOLVENDO EXPECTATIVAS REALISTAS

             Hábitos de pensamentos, como outros hábitos, são reforçados através da repetição. Embora as idéias aqui apresentadas sejam fáceis de se entender, aprender como usá-las exige bastante prática.
    Em outras palavras, esta tática é efetiva, mas não é uma solução rápida para os sentimentos perturbadores. Uma boa maneira de praticar é trabalhar os problemas escrevendo-os.
          Espere sentir um pouco de falta de jeito quando começar a praticar estes novos sentimentos. Lembre-se que qualquer comportamento novo e não familiar parece desajeitado até se tornar automático. Você se lembra como se sentiu desconfortável quando aprendeu a dirigir? Agora, com anos de prática , dirigir é muito confortável.
          Executar um plano de ação ajudará a reforçar as novas ideias que está aprendendo. Por exemplo, quando lida com uma situação desagradável sem agir de  maneira auto destrutiva, reforça a habilidade para lidar com a próxima situação desagradável que encarar. Não espere que porque tomou conhecimento com a T.R.E. - (Terapia Racional Emotiva), não terá sentimentos perturbadores no futuro. Como todo ser humano é falível, terá pensamentos perturbadores de vez em quando apesar das melhores intenções e esforços para mudar.
          Tente não complicar estes pensamentos  perturbadores. Trate-os como uma oportunidade de aprender. Tenha maestria sobre estes pensamento e não seja vítima dele. Tente ficar satisfeito com o progresso em vez da perfeição.  

    TAREFA - TRABALHE COM UM SENTIMENTO DESAGRADÁVEL SEU DE ACORDO COM O EXEMPLO ABAIXO:

          Imagine que está começando pela primeira vez um programa de tratamento. No primeiro dia o consultor lhe diz que deverá contar sua história para todo o grupo dentro de alguns dias. Imediatamente, sente-se mal do estômago e as palmas das mãos começam a suar. O primeiro impulso é deixar o tratamento, mas existem motivos para continuar no tratamento. O mais importante, deseja uma vida melhor e espera  que o  tratamento possa ajudar. Assim, em vez de deixar o programa, decide tentar a tática do T.R.E. Pensa, O que tenho a perder além dos meus pensamentos perturbadores?
          Começa por descrever os sentimentos (C). Baseando-se nas reações físicas e o impulso para ir embora, conclui que (com medo) é o tipo de sentimento que se encaixa melhor. Escolhe a palavra ansioso para descrever os sentimentos específicos.

    A seguir, reveja mentalmente a situação (A) o mais objetivamente possível. Lista-se os pontos a seguir:
    1) Primeira vez num tratamento.
    2) Não conheço a maioria dos pacientes.
    3) Foi dito para contar a minha história dentro de alguns dias.
    4) Não gosto de falar em público.

    Tendo descoberto os aspectos importantes da situação, tente identificar os pensamentos perturbadores(B):
    1) Quando contar a minha história vou me sentir um idiota.
    2) Serei rejeitado pelos outros pacientes.
    3) Meu tratamento será um fracasso.
    4) Sou um fracasso.
    5) Devia deixar o tratamento agora mesmo.

    Escolha as seguintes alternativas para as idéias perturbadoras:
    1) Minha história será bem recebida, com certeza
    2) Serei aceito por meus companheiros.
    3) Tenho boas chances como qualquer outro de me beneficiar do tratamento.
    4) Sou um ser humano falível.
    5) Gostaria de comletar meu tratamento.

    Finalmente, escolha como seu objetivo contar sua história  mais completa e honestamente que possível. Este plano de ação envolve:
    1) Fazer uma lista com os pontos principais que deseja cobrir em sua história,
    2) Ensaiar sua história antes de enfrentar todo mundo.

    Até a próxima pessoal!
    Abraço fraternal!
    VAMO Q VAMO ! 
       

              















    @aluizdias
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    quinta-feira, 14 de julho de 2011

    COMO LIDAR COM OS SENTIMENTOS - PARTE II -

    (continuação)


    Origem dos Sentimentos - ponto de vista racional

           Os sentimentos são causados mais pelos pensamentos sobre as situações do que pelas próprias situações.



    A                     B                      C
    Fato     >    Crenças    >    Sentimentos
          
          A pessoa é responsável pela maneira como pensa, como sente e como se comporta. Se não gosta de seus sentimentos usuais, pode mudá-los aprendendo novas maneiras de pensar. A energia direcionada para a mudança pessoal é de mais valia do que fazer esforços para controlar os outros.


    EVITAR OS DEVIA, TERRÍVEIS E AUTO DEPRECIAÇÕES.                                   
    Alguns devia relacionados relacionados a adicção e a problemas emocionais:     
    - Não devia ter este problema
    - Devia ser capaz de lidar com estas coisas a minha maneira sem precisar de ajuda.
    - Não devia ter de fazer mudanças para me sentir melhor.
    - Devo me sentir melhor a cada dia no tratamento ou então não estou progredindo.

    Terríveis  que são relacionados a adicção e a problema emocionais:
    - É terrível estar em tratamento.
    - É terrível que a equipe sugira que preciso ficar internado mais 60 dias.
    - É terrível me sentir perturbado.
    - É terrível que tenha estes problemas
    - Será terrível se não mudar tanto quanto quero ou tão rapidamente quanto gostaria.
    - Será terrível se precisar encarar um tratamento de novo.
    - É terrível que já tive um tratamento antes.

    Auto depreciações - são relacionadas com a adicção e problemas emocionais.
    - Ser um adicto ou ter um problema emocional me torna uma pessoa má.
    - Sou um fracasso porque não fui capaz de manter meu progresso.
    - Meus pensamentos desagradáveis provam que sou uma pessoa má incapaz de ter bons sentimentos.

    Mudar os sentimentos usando o processo A>B>C


    A              B                   C
    Fato  >  Crenças   >  Sentimentos          

          Uma das melhores maneiras de desenvolver novos hábitos de pensamentos é analisar a situação que está perturbando usando o processo A>B>C.


    1) Descreva os sentimentos (C). Qual dos 4 tipos de sentimentos perturbadores(mal, louco, triste, medo). está sentindo? Se estiver experimentando vários sentimentos ao mesmo tempo, tente identificar todos.
    2) A seguir, descreva os pensamentos (B) que teve quando se sentiu perturbado. Não exclua algum pensamento que agora percebe que não é razoável ou não é apropriado. O objetivo é identificar a maioria dos pensamentos que for possível para poder começar a mudá-los, como os velhos hábitos e como os velhos hábitos de pensamentos através dos sentimentos.
    3) Agora você está pronto para mudar os pensamentos. Para cada um dos pensamentos perturbadores identificados, substitua devia por declarações, de preferência. Terrível com palavras como inconveniente e auto depreciações com o conceito de ser uma pessoa falível. 


          Tendo desafiado e mudado o pensamento, se está pronto para organizar objetivos e desenvolver um plano de ação para a situação, coloque objetivos realistas, considere várias ações possíveis que ajudaram a conseguir os objetivos, escolha alguns que pode executar, e entre em ação. (continua na próxima postagem) 

    até breve pessoal!
    VAMO Q VAMO!                               
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